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CFQ publica nova Resolução

Por CRQ Maranhão

De acordo com a Resolução publicada no dia 20 de janeiro de 2012, as contribuições a serem recolhidas nos Conselhos Regionais na forma de anuidade para o ano de 2012, ficam estabelecidas em R$ 250,00 para profissionais de nível superior e R$ 175,00 para nível técnico. Auxiliares e provisionados deverão pagar anuidade no valor de R$ 125,00.

A data limite para a contribuição em conta única é dia 29 de fevereiro, sendo efetuada ao Conselho Regional de Química do Maranhão – XI Região. Em outubro de 2011, o Governo Federal aprovou a lei Nº 12.514, que em seu artigo 6º definia o valor que os Conselhos deveriam cobrar pela anuidade para os seus associados. De acordo com a nova lei, a contribuição passaria a ser de R$ 500,00 para profissionais de nível superior e R$ 250,00 para profissionais de nível técnico, um aumento bastante considerável em relação ao que vinha sendo cobrado pelas entidades em todo o Brasil nos últimos anos.

Por isso os Conselhos regionais se mobilizaram e com o apoio do Conselho Federal conseguiram reduzir a anuidade e facilitar a contribuição por parte dos profissionais. Para solicitar a 2ª via da anuidade, basta entrar em contato com o Conselho Regional de Química do Maranhão, pelo e-mail: crq11@elo.com.br ou pelo telefone (98) 3246-2651 / 5194.

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Guia de carreiras: química

por Vanessa Fajardo
Do G1, em São Paulo

Um cientista muito persistente. É assim que Karina Cardozo, formada em química e doutora em bioquímica pela Universidade de São Paulo (USP), define o químico.

Para seguir carreira na profissão que comemora em 2011 seu ano internacional, o primeiro passo é ter afinidade com as disciplinas das ciências exatas. A graduação tem uma base forte de cálculo, o que, segundo Karina, dá segurança ao profissional para atuar com química analítica, fundamental nos laboratórios.

O amplo leque de atuação é um dos atrativos da profissão. O estudante formado em química pode trabalhar em indústrias dos ramos de petroquímica, plástico, borracha, tinta, de alimentação, cosmético, defensivo agrícola, têxtil, cerâmica, cimento, entre outros.

“Com o crescimento das indústrias e das pesquisas, as opções são cada vez maiores. O químico é analítico e se destaca na parte do laboratório”, afirma a química Denize Duarte Pereira.

Um estudo feito pela Associação Brasileira de Química (Abiquim) mostra que até 2020 a indústria vai precisar de 200 mil a 300 mil profissionais formados em química, seja em nível técnico, superior ou pós-graduação.

Para se ter uma ideia da demanda, hoje no estado de São Paulo existem 80 mil químicos com formação superior.

“Eu diria para o estudantes que o mercado de trabalho em química é atraente, remunera muito bem e trata-se de uma ciência fantástica. Esta indústria vai ser a mais brilhante da década”, afirma Fernando Figueiredo, presidente executivo da Abiquim.

Para atuar, o aluno pode tanto ingressar em curso de nível técnico, como de ensino superior. A vantagem do segundo é que oferece formação completa e amplia as oportunidades no mercado de trabalho. No ensino técnico, o estudante tem informação menos aprofundada e conceitos mais elementares para atuar na operação dos processos industriais.

“Este profissional [de ensino técnico] não pode assumir algumas responsabilidades, como elaboração de laudos de análises. Pode trabalhar como apoio às atividades de desenvolvimento e pesquisa”, diz Wagner Contrera Lopes, gerente de fiscalização do Conselho Regional de Química da 4ª Região.

Diferente do engenheiro químico, o químico atua nas análises e desenvolvimento de pesquisa. Quase sempre está na bancada, com avental, protegido por óculos e acompanhado por tubos de ensaio, líquidos coloridos e microcóspios. O profissional formado em engenharia química gerencia processos industriais e atuar na parte de operações e plantas industriais.

Pesquisa
Quem pretende seguir a área de pesquisa deve obrigatoriamente cursar um doutorado. Para estes, também há espaço na iniciativa privada, além das universidades, tanto públicas como particulares, que contratam docentes via concurso. “O mercado para pesquisa está bastante aquecido. Empresas privadas cada vez mais investem no departamento de pesquisa e desenvolvimento. O campo de pesquisa nunca será explorado totalmente porque há muito para desenvolver”, afirma Karina Cardozo.

Saúde
As áreas de análises clínicas e toxicologia são relativamente novas no mercado de trabalho para o químico. No laboratório do Grupo Fleury, a química Vivian Teixeira, formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), cuida do preparo das soluções utilizadas nas análises clínicas. Vivian conta que cada setor – microbiologia, cromatografia, bioquímica, anatomia patológica, entre outros – necessita de uma solução específica.

No dia da visita da reportagem do G1 ao laboratório, Vivian tinha acabado de preparar uma substância chamada hematoxilina, um líquido avermelhado utilizado para corar lâminas utilizadas no exame ginecológico de Papanicolau.

“Preparamos cerca de dois litros por semana e entregamos no setor de anatomia patológica. Não há uma receita universal e cada laboratório tem uma fórmula especial. É segredo”, diz Vivian.

O piso salarial do químico é de R$ 3.270 para seis horas diárias de trabalho, e R$ 4.632,50 para oito horas, segundo o Conselho Regional.

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